quinta-feira, 14 de maio de 2009

Maio - mês de Maria

Certa noite, quando ainda menino, naquelas noites frias de maio, ouvi o sermão de um missionário que saudava Maria como a Janela do céu. Na ladainha a invocamos como Porta do Céu. E ilustrava com uma história.

Um jovem se entregara aos vícios e recusava-se a deixá-los. Cansado, o pai lhe disse que se voltasse ébrio, tarde da noite, não lhe abriria mais a porta. Naquela noite, à desoras, a mãe, diante da imagem de Virgem, rezava à luz da lamparina que, com luz tênue passava pelas frestas da janela.O filho entendeu o que o amor de mãe imaginava. Bateu à janela que se abriu e as mãos acolhedoras daquela que lhe dera à luz o puxaram para dentro.

Maria é esta Mãe que sempre nos acolhe, apesar de nossos desmandos e pecados. Por isso São Bernardo, aclamando-a como Rainha, imediatamente, logo a seguir, a invoca como Mãe de Misericórdia e nossa Esperança, Vida e Doçura.Vivemos realmente num vale de lágrimas, desde que nossos primeiros pais rebelaram-se contra o Criador.

São Paulo nos fala claro desta herança de que somente podemos sair pela fé, passando pela Porta do redil, que é Cristo, como São João nos relata nas palavras do Mestre no Evangelho que lemos neste tempo pascal.E nesta travessia, o amor da Mãe Celeste nos ampara. É por Ela que Cristo Redentor nos veio. Ela é o canal, a Medianeira de todas as graças. Por Ela chegamos a Cristo.

Jesus estava em Caná, nas bodas a que tinha sido convidado com seus discípulos, narra o Evangelista João, que também lá estava. Via a agonia dos noivos, mas parecia não perceber. Sua Mãe, porém, a sentiu em seu coração. Não pediu, senão, colocou a angústia dos noivos no coração de seu Filho que não se comoveu: ”Mulher, que tenho eu contigo. Ainda não chegou a minha hora” (Jo.2,4). Ela, porém, certa de que seria atendida, embora nada pedira e só manifestara a dificuldade dos noivos, abriu a “janela” de sua misericórdia e disse aos criados: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E as talhas de água se transformaram em vinho...Este foi o primeiro sinal de Jesus, conclui o Evangelho.

Assim, para nos nós também. Ela sabe que andamos tresloucados neste mundo. Ela, com a santa mão, não deixa extinguir-se a Luz de nossa esperança.E nas frestas dos momentos de lucidez que temos, apesar dos nossos pecados, vemos aquela luz e a desejamos.

Batemos à janela do seu amor e somos acolhidos por suas mãos, seja nas dificuldades deste mundo, como aqueles noivos em Caná, seja nos caminhos da eternidade.

sábado, 9 de maio de 2009


No dia 19 de abril nosso Grupo de Oração iniciou o Seminário Celebrando Pentecostes. São 7 semanas em preparação a Festa de Pentecostes. O objetivo deste seminário é tornar a pessoa do Espírito Santo conhecida e levar todos a uma vivência do Batismo no Espírito Santo e seus carismas e assim estar em maior intimidade com ele.

A idéia de realizar este seminário em todos os grupo de oração da RCC foi impalntada em nossa diocese no ano passado e pudemos experimentar muitas graças.


Este domingo estaremos realizando a 3º semana com o tema: " A catequese de Jesus sobre o Espírito Santo."


Venha participar conosco deste momento em que o Pai deseja derramar o seu Espírito e nos levar a viver uma experiência nova, uma nova unção.


Você é nosso convidado, amanhã das 19h as 21h.


"No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela "cultura do Pentecostes", a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: "Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!". (João Paulo II).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Geração fortalecida no amor

Início esse texto, enfatizando uma grande e maravilhosa verdade presente em nossas vidas, a de que somos muito amados por Deus. O desafio frente a essa realidade torna-se o de deixar-se ser alcançado por esse AMOR, permitir ser amado, ser tocado pelo impacto dessa força.
O AMOR de Deus é a força motriz dessa nossa geração, a força que nos gerou e que possibilita suportar todas as provações e superar todos os obstáculos. Somos um povo muito amado que precisa manifestar ao mundo a força desse AMOR.
“... Tudo posso Naquele que me fortalece...”, ou, em algumas traduções, “Tudo posso Naquele que me conforta”, enfim, somos uma juventude que precisa viver essa experiência do poder de Deus em todas as circunstancias de nossas vidas. Quem deixa que o AMOR o alcance começa a assumir características próprias e peculiares daquele que o alcançou, ou seja, do AMOR. Realidade contrária é quando nos esquivamos de Deus, acabamos que nos moldando às estruturas de fraqueza que o mundo oferece: uma vida de facilidades, medo das renúncias, fuga do sacrifício...
Assim forma-se o jovem que tende a correr das provações e a abraçar as tentações. Isso se dá também porque as provações têm aparência de dor e sofrimento, enquanto as tentações feições agradáveis. Todavia, o resultado de uma provação é o crescimento para aqueles que as suportam com paciência, fidelidade e verdadeira fé. Já as tentações têm como conseqüência o pecado gerador da morte. Pessoas que não abraçam a Cruz (maior sinal de AMOR) são indivíduos que rejeitam o mínimo de esforço, imersos na cultura do imediato.
Nunca podemos esquecer que todas as possibilidades nos são acessíveis Naquele que nos garante plena força, porém, percebo que a cultura do imediato e de uma vida de conforto tem atingido os jovens nas igrejas e Grupos de Oração, onde até mesmo a compreensão dessa passagem se torna obscurecida, entendida de forma fragmentada, segundo suas próprias conveniências (e um verdadeiro cristão não vive de fragmentos, tão pouco de conveniências).
Dizer que: tudo podemos num Deus que nos fortalece e nos conforta não significa dizer que TUDO o que quero será facilmente resolvido ou que TUDO que quero terei. “Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho, sei viver na penúria e sei viver na abundancia... FL 4,11” . Mas, o sentido exato é que TODAS as possibilidades que a mim se apresentarem (fome ou fartura, dor, lágrimas, alegria e sorrisos, vitórias e derrotas, perseguições, tribulações, morte e vida), TUDO poderei e posso suportar Naquele que está me confortando e me dando forças. “Amor que TUDO crê, espera, suportar” (Cor 13, 8), pois nada me separa desse AMOR.
Somos da Geração do Amor, dos que se deixaram amar e têm nesse amor a força geradora de suas vidas, somos descendentes e jovens do mesmo Sangue, Sangue do Cordeiro. Nascidos muito mais que em uma mesma época, mas, num mesmo cronus. Somos nascidos em Kairós. Tempo da realização e manifestação das promessas que carregam garantia divina, um Selo do Céu, nascidos para que se cumpra o sonho de Deus.
Precisamos entender que não somos a “geração paz e amor”, dos que vivem o sexo sem compromisso, abusando do consumo de drogas, dos que pensam que a paz é apenas ausência de conflitos externos... Somos da geração PAZ E FOGO, dos que desejam viver a paz que é a permanência em Deus. Somos jovens do Fogo do Santo Espírito prontos a implantar uma cultura de Pentecostes.
Tão pouco somos a “geração coca-cola”, dos que pensam em ser o que não são e ter o que não precisam, somos a geração dos santos de calça jeans, dos que almejam ser o que precisam ser para incendiar o mundo , ser a imagem e semelhança do Amor.
Também não somos da “geração big-brother”, dos que vivem na aparência da realidade e de suas conveniências, e que eliminam pessoas em vez dos problemas. Somos da geração que deixa de fazer parte do problema e começa a fazer parte da solução. Não somos da “geração comodidade”, que vive em cima do muro, na auto-suficiência e do individualismo, mas, somos da geração comunidade, dos que unem orações e corações, o céu e a terra, seus sonhos ao de Deus.

Somos Ministério Jovem... Um povo Muito Amado...

Geração Fortalecida No Amor, que tudo pode naquele que nos fortalece.

Gleyvison Cunha, coordenador diocesano do Ministério Jovem - São Luís-MA

Fotos do Encontro Diocesano






















terça-feira, 5 de maio de 2009

Perdemos tempo...


- Perdemos tempo no trânsito, enquanto a metrópole ganha mais um postal de "cidade desenvolvida";

- Perdemos tempo com piadas e video-cassetadas, afinal, se não rir deles e com eles, eles irão rir de nós;

- Perdemos tempo na internet, quando a conexão é lenta, mas especialmente quando a conexão é impura,

- Perdemos tempo no shopping, enquanto procuramos uma vitrine que satisfaça a nossa vaidade;

- Perdemos tempo no sofá da sala, diante da ditadura televisiva, que nos dita o que temos que fazer, o que temos que vestir, o que temos que consumir, sem nos dar o direito de questionar;

- Perdemos tempo no caixa do supermercado, enquanto aguardamos a leitura óptica dos preços que nos escravizarão em uma nova dívida; Perdemos tempo no cinema, inflando nosso subconsciente de mensagens subliminares, enquanto nos “entretemos” com a pipoca e o guaraná;

- Perdemos tempo no banco, enquanto as “filas e senhas rápidas” nos encaminham para a próxima transação financeira, com suas infinitas taxas e impostos;

- Perdemos tempo nas reuniões, infinitas reuniões, que nada deixa resolvido, a não ser a data da próxima reunião;

- Perdemos tempo com o capítulo de ontem e de amanhã da novela das oito, que nada acrescentará à nossa vida nem à nossa cultura;

- Perdemos tempo com a desclassificação da seleção, que nos fez perder tempo acreditando no hexa;

- Perdemos tempo murmurando da vida, enquanto lamentamos o “destino” de não ter nascido em uma família de Alphaville;

- Perdemos tempo esperando ser sorteado na promoção do Faustão; enquanto gastamos nosso crédito e investimos na mídia global; Perdemos tempo... muito tempo.
Enquanto perdemos tempo, perdemos almas...